Você já estudou bastante e hoje conhece basicamente como funciona uma blockchain ou o que é uma mineração de bitcoin, mas ainda se assusta com uma série quase infinita de termos em inglês sobre a tecnologia blockchain?

O mundo das tecnologias disruptivas sempre cria uma terminologia própria como forma de distinguir claramente o seu universo e gerar curiosidade nas pessoas, o que ajuda a popularizar o assunto.

Com a blockchain não seria diferente, você vai se deparar com termos que assustam até os estudiosos mais experientes. Para quem quer se aprofundar no tema e até transformar a rede de blocos em atividade profissional, é preciso conhecer essas muitas definições.

Mas temos uma boa notícia: neste artigo, a BLOCKBR traz um pequeno glossário com os termos de blockchain mais conhecidos para ajudar você a estudar com mais entusiasmo e absorver tanto conhecimento com confiança!

TIPOS DE BLOCKCHAIN

PUBLIC BLOCKCHAIN (BLOCKCHAIN PÚBLICA)

É a blockchain como conhecemos desde a criação do bitcoin e que é usada no mercado dessa e de outras digital coins. Não há restrições de entrada, ela é descentralizada (não tem um poder controlador) e a segurança é garantida pela validação de todos os membros (nós da rede).

PRIVATE BLOCKCHAIN

Também chamada de blockchain permissionada, ela segue o sentido oposto da rede de blocos pública, com um modelo de permissão de acesso dada por um ponto controlador. É a blockchain ideal para empresas que querem adotar a tecnologia nas suas operações.

PROTOCOLOS DE BLOCKCHAIN

Protocolos de consenso são algoritmos com uma série de regras compartilhadas entre os nós (nodes) de uma blockchain para que, juntos, que estabelecem a estrutura de funcionamento, validem cada transação na rede e mantenham a rede segura.

PoW – PROOF OF WORK (PROVA DE TRABALHO)

É o primeiro e mais conhecido protocolo de crytocurrency mining e validação de transações. Consiste na solução de problemas matemáticos altamente complexos através de grandes investimentos em recursos computacionais e energia.

PoS – PROOF OF STAKE (PROVA DE APOSTA)

Foi criado como alternativa ao POS e se baseia no conceito de coin staking: mineradores apostam criptomoedas como forma de vencer validações de blocos. É uma alternativa de mineração cada vez mais popular, com uso muito menor de recursos físicos e de energia,

PoA – PROOF OF ACTIVITY (PROVA DE ATIVIDADE)

É o protocolo usado em criptomoedas e outros criptoativos que garante que todas as transações em uma blockchain são genuínas e que todos os nós da rede (computadores) cheguem sempre a um consenso, sem que a transação não possa ser executada.

PoB – PROOF OF BURN (PROVA DE QUEIMA)

É um protocolo onde as moedas digitais são queimadas intencionalmente por mineradores que, sem investir em altos níveis de hardware e recursos computacionais e, demonstram seu compromisso com a rede e ganham o direito de minerar e de validar transações.

PoC – PROOF OF CAPACITY (PROVA DE CAPACIDADE)

Também conhecido como proof of space, nesse protocolo de baixo consumo computacional e energético, os participantes da rede fornecem temporariamente uma parte do espaço livre em seus discos rígidos como uma forma de ganhar o direito de minerar e validar blocos.

PoET – PROOF OF ELAPSED TIME (PROVA DE TEMPO DECORRIDO)

PoET – PROOF OF ELAPSED TIME (PROVA DE TEMPO DECORRIDO)

Nesse protocolo, o algoritmo gera um tempo de espera aleatório para cada ponto da rede, que entrará em hibernação. O nó com o menor tempo de espera será ativado primeiro e validará o próximo bloco. Esse protocolo destina-se especificamente às blockchains privadas.

OUTROS TERMOS DO MUNDO BLOCKCHAIN

SMART CONTRACT (CONTRATO INTELIGENTE)

Arquivos digitais criptografados e autoexecutáveis, que desempenham o papel de versões eletrônicas de contratos com todas as condições a serem cumpridas, seja nas operações com criptomoedas, seja na oferta e negociação de bens tokenizados.

Quer saber mais sobre os contratos inteligentes?

MINING (MINERAÇÃO)

Processo responsável por colocar criptomoedas em circulação em uma blockchain para que sejam transacionadas. Não há uma autoridade que controle essa emissão – tudo é feito por algoritmos de consenso, os protocolos, nas diversas modalidades que vimos antes.

MINING POOL (CONSÓRCIO DE MINERADORES)

Grupos de mineradores dentro de uma blockchain que se unem para compartilhar recursos computacionais e gastos de energia para minerar e validar criptomoedas. O objetivo desses grupos é reduzir custos individuais e partilhar ganhos de forma equitativa.

NODE (NÓ)

Cada ponto que faz parte de uma rede de blockchain – cada computador que busca minerar e validar transações.

P2P – PEER-TO-PEER (PONTO-A-PONTO)

Processo de comunicação onde cada node (ponto) funciona tanto como cliente quanto como servidor nas transferências de dados, eliminando a presença de um servidor central. Ela é a forma de transmissão usada nas compras com criptomoedas.

ICO – INITIAL COIN OFFERING (OFERTA INICIAL DE MOEDAS)

Oferta de tokens ou criptomoedas no mercado, feita por empresas com o objetivo de captar recursos. É realizada em uma blockchain, podendo ser paga com moeda digital ou fiduciária e, ao contrário das ofertas públicas de ações, não é regulamentada pela CVM.

HASH FUNCTION (FUNÇÃO HASH)

É uma função algorítmica usada para mapear dados de qualquer tamanho para uma sequência de tamanho fixo. Usada na segurança da informação, em assinaturas digitais e autenticações de mensagens, na blockchain ela gera identificações únicas das transações realizadas.

TOKEN

Representação digital de valor de um ativo tangível ou intangível, direito ou obrigação, com o objetivo de oferecer ao mercado para aquisição ou investimento. Empresas especializadas podem gerar tokens de ações, direitos futuros, recebíveis e outros itens.

OMMER (UNCLE) BLOCKS

Blocos criados e submetidos à validação simultaneamente por dois ou mais pontos da rede, porém apenas um será adicionado à cadeia. Ommer blocks podem ser chamados de blocos órfãos e a mineração deles oferece uma remuneração menor, conforme a rede usada.

NONCE (NÚNCIO)

Número aleatório e de uso único, usado em protocolos de autenticação para evitar que hashes antigos não sejam reaproveitados e, com isso evitam ataques de repetição na rede.

FORK (DIVISÃO)

Situação que pode ocasionalmente ocorrer em uma blockchain, quando ela se divide em dois caminhos distintos e dois mineradores encontram um novo bloco ao mesmo tempo. Isso faz com que a rede se divida e os desenvolvedores terão de solucionar o problema.

NOTHING-AT-STAKE PROBLEM

Literalmente significa “nada a apostar” e é uma questão que pode ocorrer nas redes que usam o protocolo proof-of-stake, quando existe um fork.

NOTHING-AT-STAKE PROBLEM

ON-CHAIN GOVERNANCE (GOVERNANÇA DE REDE)

Processo de gerenciamento e implantação de mudanças em uma blockchain de criptomoedas, incluindo as próprias regras para instituir alterações, que ficam codificadas no protocolo da rede. Todos os pontos (nodes) votam para concordar ou rejeitar a mudança proposta.

HYPERLEDGER

Esforço de código aberto e colaborativo, composto de lideranças mundiais em vários setores com desenvolvedores com o objetivo de disseminar a tecnologia blockchain e atender às demandas dos mercados, como a escalabilidade e o suporte de transações privadas.

HYPERLEDGER COMPOSER

Pacote de ferramentas orientadas a negócios que permite criar as aplicações em blockchain em código aberto e incrementar as colaborações entre redes de negócios e organizações.

HYPERLEDGER COMPOSER

Pacote de ferramentas orientadas a negócios que permite criar as aplicações em blockchain em código aberto e incrementar as colaborações entre redes de negócios e organizações.

HYPERLEDGER FABRIC

Projeto de software livre para desenvolver a blockchain modular, o padrão dominante da blockchain empresarial. É uma plataforma distribuída, aberta e comprovada, que permite o controle de compartilhamento dos dados entre pontos conhecidos da rede.

MSP (MEMBERSHIP SERVICE PROVIDER)

Serviço que emite e gere as identidades digitais de todos os peers (pontos) no Hyperledger Fabric. Essas atividades são executadas a partir da metodologia de assinaturas digitais usadas em organizações de infraestrutura de chaves públicas (PKI).

PKI – PUBLIC KEY INFRASTRUCTURE (INFRAESTRUTURA DE CHAVES PÚBLICAS)

Organização pública ou provada que gerencia a emissão de chaves públicas, media a confiança e a credibilidade que as partes devem ter com certificados digitais em suas transações, com o objetivo principal de proteger dispositivos e pessoas do uso indevido de dados.

OAUTH PROTOCOL

Protocolo aberto de autorização de acesso usado para permitir que usuários acessem sites de terceiros a partir de suas credenciais de contas do Google. O objetivo é reduzir o tempo do usuário com rotinas de acessos e fortalecer a interação entre diferentes aplicativos.

BLOCKBR Digital Assets é uma fintech que une a inovação tecnológica e o conhecimento digital para transformar ativos físicos em digitais, no processo de tokenização de ativos.

A oferta de ativos físicos e financeiros tokenizados, tanto os atuais quanto novos, é democrática e descentralizada, o que torna a forma de investir segura, mais simples e mais eficiente.

Viabilizamos, estruturamos, emitimos e fazemos a oferta de tokens em nossa plataforma e fora dela. Esteja ciente que tokens dependem de viabilidade e fatores regulatórios.

Você quer tokenizar seu negócio ou parte dele? Tem uma solução de negócio e faz sentido emitir seu próprio token?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *